Setembro 10, 2026
Iso Olhos
READ ou cirurgia facorrefrativa: qual a diferença?
READ ou cirurgia facorrefrativa: entenda as diferenças no tratamento da presbiopia
READ ou cirurgia facorrefrativa: qual dessas possibilidades pode ser considerada no tratamento da presbiopia? Embora os dois procedimentos possam reduzir a dependência dos óculos, eles atuam em estruturas diferentes do olho e são indicados para perfis distintos de pacientes.
A presbiopia é uma alteração natural da visão que geralmente começa a ser percebida depois dos 40 anos. Com o passar do tempo, atividades como ler, usar o celular, visualizar letras pequenas ou alternar o foco entre diferentes distâncias podem se tornar mais difíceis.

Os óculos continuam sendo uma alternativa segura e eficiente. Entretanto, para pacientes que desejam reduzir sua dependência, existem diferentes possibilidades de tratamento, incluindo a cirurgia refrativa a laser e os procedimentos com lentes intraoculares.
O READ realiza a correção na córnea e preserva o cristalino natural. Já a cirurgia facorrefrativa, também chamada de lensectomia refrativa, remove o cristalino e o substitui por uma lente intraocular.
Entender essa diferença é o primeiro passo para compreender por que não existe um procedimento melhor para todos. A escolha depende da idade, do grau, das condições da córnea e do cristalino, da saúde ocular, da rotina e das expectativas de cada paciente.
O que é o READ?
O READ é uma estratégia de cirurgia refrativa a laser voltada à correção da presbiopia. O tratamento remodela a córnea para ampliar a profundidade de foco e favorecer uma visão funcional em diferentes distâncias.
Na programação do tratamento, cada olho recebe uma função visual complementar. Geralmente, o olho dominante é priorizado para a visão de longe, enquanto o outro recebe um perfil específico para ampliar o foco nas distâncias intermediária e próxima.
O objetivo é permitir que os dois olhos trabalhem de forma integrada, proporcionando uma transição mais contínua entre atividades como dirigir, usar o computador, visualizar o celular e ler.
O READ não substitui nem modifica o cristalino. Por isso, pode ser uma possibilidade para pacientes que ainda apresentam o cristalino transparente, sem catarata, e possuem condições corneanas adequadas para a cirurgia a laser.

O que é a cirurgia facorrefrativa?
A cirurgia facorrefrativa, também conhecida como lensectomia refrativa ou troca refrativa do cristalino, é um procedimento intraocular semelhante à cirurgia de catarata.
Nessa cirurgia, o cristalino natural é removido e substituído por uma lente intraocular. A diferença em relação à cirurgia de catarata está principalmente no objetivo do procedimento: na facorrefrativa, a substituição pode ser realizada antes de existir uma catarata visualmente significativa, com a finalidade de corrigir o grau e reduzir a dependência dos óculos.
Podem ser utilizadas diferentes categorias de lentes intraoculares, como lentes trifocais, de foco estendido, monofocais ou tóricas. A escolha depende das características do olho e das prioridades visuais do paciente.
Qual é a principal diferença entre READ e facorrefrativa?
A principal diferença está na estrutura do olho que recebe o tratamento.
No READ, o laser remodela a córnea e o cristalino natural é preservado. Na facorrefrativa, o cristalino é removido de forma definitiva e substituído por uma lente intraocular.
Por preservar o cristalino, o READ não impede que o paciente desenvolva catarata no futuro. Já depois da facorrefrativa, não existe mais essa possibilidade, pois o cristalino natural já foi retirado.
Por outro lado, a facorrefrativa é uma cirurgia intraocular e apresenta riscos e critérios de indicação diferentes daqueles relacionados ao tratamento corneano a laser.
Para quem o READ pode ser considerado?
O READ pode ser avaliado, de maneira geral, para pacientes que apresentam:
- presbiopia e desejo de reduzir a dependência dos óculos;
- cristalino transparente e sem alterações significativas;
- córnea saudável, regular e com espessura adequada;
- grau dentro dos limites seguros para tratamento a laser;
- boa visão binocular;
- tolerância à diferença funcional planejada entre os olhos;
- expectativas compatíveis com as possibilidades do procedimento.
A idade, isoladamente, não define a indicação. É necessário analisar a condição do cristalino, a superfície ocular, a topografia e a tomografia da córnea, o tamanho da pupila, o grau e as necessidades visuais do paciente.
Para quem a facorrefrativa pode ser considerada?
A facorrefrativa pode ganhar relevância quando o paciente apresenta:
- catarata inicial ou alterações do cristalino;
- hipermetropia mais elevada;
- grau fora dos limites indicados para correção corneana;
- córnea inadequada para cirurgia a laser;
- necessidade de corrigir simultaneamente o grau e a presbiopia;
- perfil ocular compatível com a implantação de uma lente intraocular.
Pacientes com alta miopia ou determinadas alterações retinianas precisam de uma avaliação especialmente criteriosa, pois a retirada do cristalino pode aumentar o risco de complicações retinianas em alguns casos.
Qual procedimento proporciona mais independência dos óculos?
O resultado depende muito mais da indicação correta do que do nome da técnica.
Tanto o READ quanto a facorrefrativa podem reduzir a necessidade dos óculos, mas nenhum procedimento deve ser apresentado como garantia de independência completa. Óculos ainda podem ser necessários para letras muito pequenas, atividades prolongadas, baixa iluminação ou tarefas que exijam precisão visual específica.
No READ, o paciente precisa se adaptar à integração das diferentes funções dos olhos. Na facorrefrativa, a adaptação está relacionada ao desenho óptico da lente intraocular escolhida.
Fenômenos como halos ao redor das luzes, glare, alteração da visão noturna e dificuldade inicial de adaptação podem ocorrer nas duas estratégias, embora tenham causas e características diferentes.
READ ou facorrefrativa: qual é a melhor opção?
Não existe uma técnica melhor para todos os pacientes.
Em pessoas com cristalino transparente, córnea saudável e grau compatível com o tratamento a laser, o READ pode ser uma possibilidade para preservar o cristalino e evitar, naquele momento, uma cirurgia intraocular.
Nos pacientes com catarata inicial, alterações do cristalino, hipermetropia mais elevada ou contraindicações à cirurgia corneana, a facorrefrativa pode representar uma estratégia mais adequada.
A decisão deve considerar:
- idade;
- grau e estabilidade da refração;
- saúde e espessura da córnea;
- condição do cristalino;
- superfície ocular;
- tamanho da pupila;
- retina;
- dominância e visão binocular;
- profissão e atividades diárias;
- hábitos de leitura e uso de telas;
- frequência de direção noturna;
- expectativas em relação ao uso dos óculos.
Avaliação individualizada é indispensável
O tratamento da presbiopia não deve ser escolhido apenas com base na tecnologia disponível ou no desejo de abandonar os óculos.
Uma avaliação oftalmológica completa permite compreender qual estrutura do olho deve ser tratada e se os possíveis benefícios são compatíveis com os riscos, as limitações e as necessidades visuais de cada pessoa.
No ISO Olhos, a indicação é realizada de forma individualizada, considerando a saúde ocular, o estilo de vida e as expectativas do paciente. O objetivo é definir uma estratégia segura e coerente para cada caso, sempre com orientações claras sobre os resultados possíveis e as limitações do tratamento.

Perguntas frequentes
O READ corrige a presbiopia?
O READ remodela a córnea para ampliar a profundidade de foco e favorecer a visão em diferentes distâncias. O objetivo é reduzir a dependência dos óculos, mas o resultado varia e algumas pessoas ainda podem precisar de correção em determinadas atividades.
Qual é a idade indicada para o READ?
A idade, isoladamente, não determina a indicação. O READ pode ser avaliado principalmente em pacientes a partir dos 40 anos que apresentem presbiopia, cristalino transparente, córnea adequada e boa capacidade de adaptação binocular.
O que é uma cirurgia facorrefrativa?
É uma cirurgia na qual o cristalino natural é removido e substituído por uma lente intraocular. O procedimento é semelhante à cirurgia de catarata, mas tem como finalidade principal corrigir o grau e reduzir a dependência dos óculos.
Facorrefrativa e lensectomia refrativa são a mesma coisa?
Os termos são frequentemente utilizados para descrever a substituição do cristalino natural por uma lente intraocular com finalidade refrativa, antes de existir uma catarata visualmente significativa.
Depois do READ ainda pode surgir catarata?
Sim. Como o READ atua na córnea e preserva o cristalino, o paciente continua sujeito ao processo natural de envelhecimento dessa estrutura e pode desenvolver catarata no futuro.
Depois da cirurgia facorrefrativa pode surgir catarata?
Não. Na cirurgia facorrefrativa, o cristalino é removido e substituído por uma lente intraocular. Pode ocorrer opacificação da cápsula posterior, uma condição diferente da catarata e que possui tratamento específico.
Qual técnica elimina completamente a necessidade dos óculos?
Nenhuma técnica deve ser apresentada como garantia de independência completa. A necessidade de óculos pode permanecer para letras pequenas, baixa iluminação, direção noturna ou atividades que exigem maior precisão visual.